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Controle biológico para combater praga no morango

Lobiopa é um besouro de corpo achatado com cerca de 4 a 8 mm, de coloração marrom claro, com manchas escuras e amareladas no dorso.

As pragas podem trazer grandes prejuízos ao agricultor, podendo causar desde queda da produtividade até a perda total da plantação. Algumas pragas, como a broca do fruto Lobiopa insularis, podem causar sérios prejuízos, se a infestação não for controlada. Por isso, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) incentiva o manejo correto da plantação.

O lobiopa é um besouro de corpo achatado com cerca de 4 a 8 mm, de coloração marrom claro, com manchas escuras e amareladas no dorso. Põe seus ovos nos frutos, onde se desenvolvem as larvas. O inseto é atraído para a lavoura de morango pelo cheiro dos frutos maduros. Ele escolhe somente os morangos com polpa doce, bem vermelha e suculenta.

“A praga perfura o morango e se alimenta do fruto. Em seguida, coloca os ovos e a larva se desenvolve. Assim que completa seu desenvolvimento, já adulta, ela desce para o solo. Tanto a larva quanto o adulto causam prejuízos na plantação”, ressaltou o entomologista do Incaper, José Salazar Zanúncio Junior.

Sérgio Ronchi é do Distrito de Pedra Azul, em Domingos Martins, e é um dos maiores produtores de morango da região. Ele só colhe morangos bem maduros, pra vender in natura na loja da família. Mas a broca do morango já chegou a comprometer 10% da produção. “O lobiopa apareceu na minha plantação em 2006 fazendo um grande estrago. Como ele só come a fruta madura, esse produto acaba não tendo valor comercial”, disse Sérgio.

Os prejuízos são bastante significativos, principalmente na qualidade do fruto, provocando a perda no valor comercial. “É importante que o produtor fique atento aos sintomas e ao nível de dano de cada praga, a fim de conhecer o momento de aplicar as táticas de controle adequadas para cada caso, evitando a aplicação indiscriminada de agrotóxicos e realizando o manejo de pragas de forma sustentável”, ressaltou José Salazar.

Manejo correto
O Incaper recomenda o controle biológico do Lobiopa. “A isca para atrair o besouro é simples, basta o produtor misturar o morango amassado, água e o inseticida microbiológico formulado a partir de esporos do fungo beauveria bassiana. A armadilha é distribuída nos canteiros, em potes. O besouro atraído pelo morango se alimenta e quando entra em contato com o produto ele morre” disse Salazar. O produtor aprovou o controle biológico. “Depois que comecei a utilizar a armadilha biológica percebi que a incidência da praga na minha plantação diminuiu. O importante é que estou combatendo de forma sustentável sem agredir os frutos”, disse Sérgio Ronchi.

Safra de morango
A produção de morango no Espírito Santo deve atingir uma média de dez mil toneladas no final da safra. Ao todo, são 250 hectares de plantação, que envolvem diretamente mais de 3.000 agricultores de base familiar. Para a produção orgânica, a área é de 2,5 hectares, envolvendo cerca de 30 famílias. “Estimamos que a área plantada tenha diminuído cerca de 20%, devido ao alto custo de produção, principalmente de mudas, que tem royalties em dólar. Muitos agricultores diminuíram a área plantada, mas terão maior rendimento, pois poderão cuidar melhor do plantio, já que morango demanda muita mão de obra”, ressaltou a coordenadora do polo de morango do Incaper, Cíntia Bremenkamp.

Por Vanessa Capucho

Jornal Dia de Campo (16/06/2016)

 

Broca-do-morango

(Lobiopa insularis)

Estes insetos provocam sérios prejuízos nas plantações, pois atacam diretamente o produto a ser comercializado. Podem também ser encontrados atacando frutos de goiaba e manga.

Este coleóptero apresenta o corpo ovalado e achatado, além de uma coloração marrom-clara acompanhada de manchas escuras e amarelas na região do dorso. Os ovos são colocados nos frutos maduros, mais exatamente nas cavidades provocadas por esses insetos durante a alimentação.

As larvas apresentam o corpo alongado, coloração branca e três pares de pernas. É possível ainda observar uma certa quantidade de pêlos em seu corpo.

Danos – Os adultos e as larvas atacam os frutos, danificando-os de forma considerável, sendo que os prejuízos podem chegar a 20% em algumas lavouras. Esse ataque também favorece a entrada de microrganismos, o que contribui para um menor período de armazenamento.

Controle cultural – Evitar que os frutos permaneçam maduros por muito tempo no campo e eliminar todos os frutos que estiverem atacados.

Controle químico – Utilizar iscas juntamente com inseticidas específicos. Recomenda-se o uso de produtos registrados para a cultura.

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